domingo, 14 de fevereiro de 2010
Cześć Kraków
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Correu tudo bem... =)
O dia começou cedo para o último sábado, mas combinei encontrar-me com a minha orientadora em casa dela para nos podermos despedir. Estava muito receosa, pois o último encontro com ela não foi nada agradável, mas um semestre não se pode resumir a estes últimos dias de stress.
Hoje nevou muito e durante todo o dia, e quando finalmente descobri qual era a casa dela, já estava coberta de neve! Foi o marido dela que me recebeu, pois ela estava a trabalhar no escritório com um velhote alemão, também ele perito em micorrizas! Estavam a acabar um paper. A Katarzyna apresentou-me ao Mr. Bothe e o marido dela ofereceu-me um chá, "com ou sem limão?" (em português, o que me deixou deveras surpreendida e me fez sentir bastante mais à vontade!). Ficámos a falar um pouco sobre o que eu gostaria de fazer no futuro, e contámos ao Mr. Bothe o que eu estive a fazer durante estes 5 meses, e devo dizer que a Prof. Katarzyna me elogiou bastante. Muito resumidamente o encontro correu muito bem, despedi-me da minha coordenadora com a qual aprendi bastante. Ela voltou ao trabalho com Mr. Bothe e eu fiquei à conversa com o marido dela à porta de casa. Parece que ele viveu no Brasil por 9 meses à 20 anos atrás, mas mesmo assim ainda se lembra da língua! Ficou muito contente por poder partilhar isso com alguém e por isso ficamos a falar um pouco.

Última zapiekanka (por agora!)
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Começam as despedidas
Acordei cedo e fui para a faculdade para falar com a minha orientadora sobre o meu trabalho e para ela me assinar o papelinho que explica o que fiz durante o período Erasmus. Infelizmente (e estranhamente) ela não estava lá quando eu cheguei, esperei e ela chegou apenas umas horas depois. Pedi-lhe para me assinar a folha e tive que ir para o centro ter com o João para deixarmos as nossas folhinhas no gabinete de alunos Erasmus para estarem prontas amanhã! Aproveitámos que estavamos no centro e fomos almoçar a um restaurante a que tinhamos ido logo nos primeiros dias, só que desta vez não pudémos comer lá fora no jardim. Comemos muito bem, num ambiente muito elegante e bastante barato (já para não dizer que o restaurante é mesmo na praça principal). Apesar de já conhecermos os preços, ainda hoje ficamos estupefactos com o preço que pagamos comparativamente com a qualidade!
Depois do almoço voltei para a faculdade...
Food for me?!
Corvo-marinho a levantar voo.
No meio da confusão reparei neste patinho muito especial. É uma Piadeira (Anas penelope)
Quando regressei à faculdade fui então falar com a minha orientadora, ela já não me queria atender porque já era "tardíssimo" (15!...), ainda hoje me faz confusão como é que podem terminar o trabalho no início da tarde! Bom, a conversa não foi feliz, ela acabou por me dizer que vou ter que reescrever a minha discussão do trabalho, o que significa que vou ter com que me entreter na semana de "férias"! Fiquei na faculdade a tentar organizar-me para voltar a reescrever tudo de novo, e só saí para ir jantar...quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Passeio á pedreira gelada



Depois apanhámos o tram e umas 4 ou 5 paragens depois, estávamos numa espécie de parque onde sabiamos que havia uma pedreira abandonada que agora estava alagada.
Confesso que não sei se são de javali ou de veado mas haviam várias e é incrível haver isto mesmo no meio da cidade!

A água da pedreira já estava toda gelada e como se podia caminhar por cima, houve quem aproveitasse para escrever ou desenhar coisas.

Mais à frente deparámo-nos com uma cena impressionante! Junto a um buraco feito no gelo estava uma senhora já com uma boa idade a despir-se e a preparar-se para mergulhar. Ficámos lá a ver o espetáculo claro.


Havia bastante neve por aqueles lados

Ao jantar estivémos a falar com o Serhiy e ele contou-nos que na Ucrânia a prática de mergulhar no gelo até é comum e existe um feriado que era algures por volta de 18 de Janeiro onde as pessoas vão de propósito ao rio ou lago para mergulhar no gelo! Ele diz que costuma fazê-lo todos os anos e que nós também devíamos experimentar porque faz bem ao corpo e ao espírito. É bem capaz de ter razão porque aquela velhota que vimos a mergulhar tinha a pele bem lisinha e quando saiu da água vinha toda vermelha, ou seja, provavelmente é a circulação superficial a funcionar a todo o vapor. Por outro lado, só o facto de termos o autocontrolo necessário para mergulhar em água gelada já é algo com que nos deveríamos orgulhar. Segundo o Serhiy, mergulhar em água gelada faz-nos sentir mesmo vivos. Um dia ato uma corda à volta da cintura, dou a outra ponta a alguém que esteja na margem só por motivos de segurança e salto lá para dentro! Se os Ucrânianos fazem isto todos os anos, porque não hei-de eu conseguir também?!
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
- O que é que eu ponho no título, Patrícia?
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Cossacks!
Este género de jogos ou provas de força são usados muitas vezes para impressionar as mulheres amadas ou para pedi-las em casamento! =)
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Viena e Budapeste
A Opera Toilete. Foi a prova de que estavamos em Viena!! Lol Esta maravilha anunciava que por apenas 0,60 € podíamos usar o urinol ao som de um pianista a sério que tocava mesmo ali, atrás de nós. Como somos forretas e não tínhamos vontade de nos aliviar, só fotografámos do lado de fora.
Começámos por ver o Vivarium que tinha bixesas, obviamente, vivas.
Depois metemo-nos por uma das imensas salas do primeiro andar que começavam com minerais, fósseis e por aí adiante, passando para as primeiras civilizações do Homem e depois para os principais grupos animais. No museu havia também uma exposição muito boa sobre o shôr Darwin. Aqui ficam umas quantas fotos:
Á minha direita um Allosaurus e à minha esquerda penso que é um Brachiossaurus.
Imagens de uma câmara térmica. Como podem ver, a Patrícia tem nariz de cão :P
Ca grandas bixos que andavam por aí! Pena que os nossos primos e o frio deram cabo deles!
É "só" a maior pernaça que já vi! lol Segundo a legenda, pertenceu a um Ultrassaurus.
Apenas um exemplo de uns quadros fantásticos feitos só com conchas.
A Patrícia decidiu entrar no museu com a roupa que estava a usar lá fora. Está cada vez mais frio hoje em dia.
Vitrinas inteiras cheias de pedras preciosas, curiosamente, a maioria vinda do Brasil.
Eu e as rapinas.
Salamandra gigante do Japão, o maior anfíbio actual.
Resumindo, adorámos o museu! Foi mesmo espectacular, muitíssimo completo e simplesmente não tinha fim por isso quem lá quiser ir é mesmo aconselhado que dê um dia inteiro para a coisa e tenha também alguma paciência porque a recta final (no nosso caso foi Moluscos e Mamíferos) foi assim meio a correr comparado com o início.
O museu é tão grande que quando saímos já era noite e estava a chover um pouco (deixámos as temperaturas negativas na Polónia). De seguida fomos procurar o nosso hotel, depois jantar e passear mais um pouco pela cidade. Demos de caras com uma pista de patinagem no gelo mesmo em frente a um dos monumentos.
Só para provar que estivemos lá!
Lá dentro estava a decorrer uma missa mas aquilo era tão gigante que basta pôr uma divisória para impedir que os turistas a perturbassem e assim todos ficavam felizes. Há simplesmente imenso para ver e aqui ficam algumas das fotografias.
A casa do Mozart está transformada num museu queque e como não queríamos entrar, fomos antes a uma loja de máscaras de carnaval onde era proibido fotografar lá dentro por isso a única foto é esta que se segue. Lá dentro vendiam-se todo o tipo de máscaras, roupas, perucas e acessórios, tudo mesmo. Experimentámos umas poucas coisas e só depois seguimos para onde o mapa nos indicava.
Uma das avenidas:
Acreditem ou não, são dois bolos enormes! Isto é a montra da pastelaria!
Vista do centro e da tal catedral enorme
Quando passámos em frente à Opera, tivemos uma ideia muito jeitosa que foi abordar um dos vendedores de bilhetes que por lá andam para nos informarmos à cerca das suas ofertas. Depois de ouvir muita publicidade, lá nos decidimos a aceitar o pacote que incluía tanto um jantar “fino” e uma ida a um concerto de música clássica!
A estátua de Johann Sebastian Strauss, no jardim do Palácio de Kursalon
Assim foi, jantámos no palácio Kursalon onde viveu Johann Sebastian Strauss. Era tudo extremamente elegante, excepto nós!! =D Fomos com as botas sujas de neve como de costume! A comida apesar de pouca (restaurantes finos...) era muito boa, e depois do jantar fomos assistir ao espectáculo no andar de cima!
A sala tinha uma acústica óptima, e o espectáculo foi completo! Consistiu em músicas muito famosas de Strauss e Mozart, por vezes acompanhadas por bailarinos e cantores de opera. Gostámos muito, nunca tínhamos assistido a nada daquilo, e foi um momento único! Infelizmente a cassete da máquina de filmar (sim, ainda se usa disso!!) acabou quando estávamos a filmar... E não há muitas imagens do ballet. Durante o espectáculo também houve opereta! Foi muito divertido e valeu mesmo muito a pena!
Chegámos a Budapeste por volta da hora do almoço, por isso a primeira coisa a fazer foi almoçar (encontrámos um sítio bestial nem sabemos bem como! Muito barato e muito bom! Além disso fazia publicidade a umas visitas guiadas gratuitas à cidade, tudo de bom!), a segunda, foi procurar o centro de informação turística, que como estava muito bem escondido foi difícil encontrar.
A primeira impressão da cidade não foi a melhor, o metro é muito velho e sujo, tem muitos pedintes e pessoas a dormir no chão. Isto para quem acaba de chegar de Viena é um pouco traumático, contudo o trauma passou. Budapeste também tem coisas muito bonitas para se ver, mas achámos diferente das outras cidades, por exemplo o centro da cidade não está repleto de monumentos nem estátuas enormes. Digamos que o centro da cidade não tem grande coisa para se ver, temos que procurar o que ver e saber o que procurar!
Escolhemos a maior, mais antiga e famosa estância termal, tem muitas piscinas interiores e 3 exteriores, e a temperatura e composição da água varia. Não fazíamos ideia qual era a “função” de cada piscina, mas experimentámos tudo a que tivémos direito! Claro que a preferida é a exterior, água a 38ºC com neve mesmo ao lado, aqui fica uma dica para quem estiver a pensar ir a Budapeste!
Infelizmente tivémos que sair das piscinas, porque há mais para ver em Budapeste e havia uma visita guiada gratuita (à base de gorjetas) à cidade às 11h! Quando chegámos ao local já lá estava o guia e duas espanholas. O Ádám (o nosso guia) começou por apresentar-nos a Ópera de Budapeste e por contar-nos um pouco da história de Budapeste e da Hungria, levou-nos aos locais de património mundial da humanidade da UNESCO para podermos fotografar!
Esta é a Ópera de Budapeste. Numa altura em que a cidade tinha falta de dinheiro, o rei (ou será imperador ?) ajudou a financiar a construção desta Ópera mas com uma condição. Não podia ser maior que a sua querida Ópera de Viena. Então muito contrariado, o arquitecto encarregue tentou arranjar uma maneira de agradar tanto ao rei como ao povo que queria que esta fosse a melhor Ópera do mundo. A solução foi fazê-la mais pequena que a de Viena mas por dentro a decoração é bem mais bonita.
Esta é um dos muitos cafés que surgiram numa altura crucial da história de Budapeste. Aqui a decoração era tão rica e como estavam abertos a toda a gente que qualquer cliente se sentia rico e importante.
Este era o segundo andar de um centro comercial! O nosso guia apontava para os candelabros.
O Ádám também aproveitou para falar na língua hungara que afirmava ser das mais difícieis do mundo (para ele, era quase sempre o "mais/maior/primeiro do mundo :P) Mas então, ele pronunciou as primeiras frases a tal velocidade que nem sei bem o que parecia e para rematar no final, mostrou essa linda palavra que aí está! Sim, é só uma palavra e ao que parece tinha a ver com couves!
O metro mais antigo da Europa continental, pois é! Faz um barulho infernal lá dentro! O barulho é mesmo estupidamente alto! Mas não estamos a falar do barulho dele a andar porque esse é bem tolerado! O que incomoda são os altifalantes que berram nas orelhas dos passageiros a próxima paragem e o alarme militar que avisa que a porta vai fechar. É simplesmente de dar em doidos e a certa altura uma pessoa já fica nervosa por saber que a seguir às portas de abrirem vem o alarme! Muito ao jeito do cão de Pavlov! Felizmente que também como no cão, ao fim de umas poucas viagens neste metro, já nem ligava nenhuma à porcaria do alarme lol.
Tivémos sorte, pois durante a nossa visita ao castelo estava a haver uma feira tradicional do porco húngaro (que é muito peludo, ao contrário do nosso porco, chegando ao ponto de se parecer com uma ovelha!). O Ádám orgulhava-se imenso dos seus porcos húngaros e repetiu várias vezes que era melhor que os porcos ocidentais porque vivia no campo e não tinha tanta gordura e tinha mais pêlo, etc...
Na feira havia comida tradicional e música tradicional, o pacote completo! Ainda no castelo deparámo-nos com uma estátua bem bonita do “Anonymus”. Este Anonymus é um autor que escreveu muitas coisas importantes sobre a história da Húngria, mas cujo nome e identidade ninguém conhece, e por isso deram-lhe o nome de Anonymus. Ainda hoje livros da história deste país são baseados nas obras deste autor!
E como, segundo a tradição, quem tocar na sua caneta fica dotado para as artes da escrita, tivemos que tocar também. Mas suspeito que não surtirá grande efeito! =P
Na feira havia comida tradicional e música tradicional, o pacote completo!
Continuámos a nossa visita pela Praça dos Heróis, com os governantes mais importantes da Húngria desde o seu fundador! Aqui fica a foto que o Ádám fez questão de nos tirar:
Esta visita durou 3 horas, e logo a seguir, sem intervalos, fomos à próxima visita guiada, desta vez com muito mais gente, e por isso teve que ser feita por dois guias, a Orsi e o Ádám. Nesta visita mostraram-nos um pouco do lado de Peste, a ponte de correntes e o lado de Buda com o seu castelo.
A ponte de correntes tem origem numa história muito interessante, um homem muito rico que vivia em Buda às portas da morte mandou chamar o seu filho (que estava em Peste). Este tentou chegar a Buda sem sucesso, pois o rio estava cheio de placas de gelo, por isso não podia atravessá-lo de barco nem a cavalo. Teve que esperar duas semanas até poder atravessar o rio, e não chegou a tempo de voltar a ver o pai com vida. Assim sendo, decidiu que o seu objectivo de vida seria construir uma ponte sobre o Danúbio que unisse Buda e Peste antes de morrer. Como era muito rico percorreu a Europa para descobrir o arquitecto que conseguisse fazer a ponte, e descobriu numa terra inglesa uma pequena ponte e pensou “É isto que eu quero, mas 10 vezes maior!”. Assim foi, descobriu o autor dessa ponte e mandou fazer a primeira ponte que liga Buda a Peste, a ponte de correntes.
O Palácio de Buda nunca foi um verdadeiro palácio, visto que nunca serviu como residência oficial, por isso hoje em dia não se visita o palácio em si, mas sim o museu de artes. Este palácio por dentro tem um aspecto extremamente moderno, visto que foi mandado reconstruír pelos soviéticos, e por isso só o aspecto exterior aparenta ser de um palácio mais antigo.
Seguidamente passamos pela residência oficial do Presidente da Húngria, e depois fomos à Igreja de São Mateus e ao famoso Bastião dos Pescadores. Uma construção bastante bonita. Quando a segunda visita terminou já era noite, e por isso voltámos para o centro da cidade para procurar refúgio para descansar e comer.
O regresso não foi o que estávamos à espera, mas foi sem dúvida divertido! Havia tanta neve no caminho que já não se via as escadas, e estava tudo perigosamente escorregadio! A solução que houve para descê-las foi fazendo sku!!
Nevou imenso, e regressámos ao local onde almoçámos no primeiro dia (bom e barato!) por falta de opções, visto que em Budapeste é uma dor de cabeça encontrar sítio para comer a partir das 18h30!
Depois voltámos para o hotel enfrentando a neve incessante.


