domingo, 14 de fevereiro de 2010

Cześć Kraków

Sinceramente não sei o que escrever... Está um dia espetacular, nevou a noite inteira e ainda está a nevar por isso vamos aproveitar para passear uma ultima vez no parque.

Escolhemos o título deste blog também a pensar neste dia. Cześć quer dizer tanto olá como adeus de uma forma informal.
Cześć Kraków, até à próxima!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Correu tudo bem... =)

O dia começou cedo para o último sábado, mas combinei encontrar-me com a minha orientadora em casa dela para nos podermos despedir. Estava muito receosa, pois o último encontro com ela não foi nada agradável, mas um semestre não se pode resumir a estes últimos dias de stress.

Hoje nevou muito e durante todo o dia, e quando finalmente descobri qual era a casa dela, já estava coberta de neve! Foi o marido dela que me recebeu, pois ela estava a trabalhar no escritório com um velhote alemão, também ele perito em micorrizas! Estavam a acabar um paper. A Katarzyna apresentou-me ao Mr. Bothe e o marido dela ofereceu-me um chá, "com ou sem limão?" (em português, o que me deixou deveras surpreendida e me fez sentir bastante mais à vontade!). Ficámos a falar um pouco sobre o que eu gostaria de fazer no futuro, e contámos ao Mr. Bothe o que eu estive a fazer durante estes 5 meses, e devo dizer que a Prof. Katarzyna me elogiou bastante. Muito resumidamente o encontro correu muito bem, despedi-me da minha coordenadora com a qual aprendi bastante. Ela voltou ao trabalho com Mr. Bothe e eu fiquei à conversa com o marido dela à porta de casa. Parece que ele viveu no Brasil por 9 meses à 20 anos atrás, mas mesmo assim ainda se lembra da língua! Ficou muito contente por poder partilhar isso com alguém e por isso ficamos a falar um pouco.

Quando a Patrícia regressou começámos oficialmente a arrumar/limpar/organizar tudo para termos as malas mais ou menos feitas para amanhã não ser tudo a correr! Primeiro varrer o chão, escolher entre os mil panfletos que acumulámos estes meses quais são os que ainda nos trazem algumas lembranças. Depois arrumar a roupa e separar as fichas das aulas de polaco. Limpar a bancada e dobrar a roupa e foi basicamente isso! Entretanto já eram horas da Violetta chegar e quando chegou fomos fazer um super jantar com tudo o que apanhámos à frente que foi basicamente fiambre, cogumelos, cenoura, tomate, alho francês, rebentos de soja, azeitonas e cebola acompanhado por esparguete. Ficou muito bom, como era esperado. No fim do jantar estivémos a mostrar-lhe fotografias de Portugal e foi isso!

Última zapiekanka (por agora!)

Foi um dia bastante modesto. Enquanto a Patrícia ía a uma aula sobre fungos eu fiquei aqui em casa a tratar de questões económicas (nomeadamente quem gastou quanto/ o quê durante o erasmus). Depois da aula a Patrícia voltou à faculdade com a intenção de deixar as chaves e essas coisas e despedir-se de toda a gente, principalmente da Katarzyna, a sua orientadora. Então esperou, esperou e a orientadora não apareceu e durante a espera falou lá com as colegas dela e ao que parece a orientadora não está lá muito satisfeita com o trabalho dela... A situação é a seguinte, a Katarzyna é uma daquelas personagens que muda de opinião do dia para a noite e diz coisas do género "tens que aproveitar para passear enquanto estás cá" mas no fundo parece que é um teste para ver se a Patrícia está realmente empenhada ou não... e neste caso parece que empenhada era estar todos os dias na faculdade embora ela não tivesse nada para fazer nesta altura! Enfim, amanhã ela vai ter a casa da Katarzyna para falar com ela e despedir-se como deve de ser. Espero mesmo que corra tudo bem porque a nota que aquela mulher vai dar tem a maior importância! Se fôr baixa pode estragar-lhe a média a sério porque é como se tivesse tido má nota às cadeiras de um semestre inteiro...
E agora como é que se convence uma pessoa que já meteu na cabeça que a Patrícia não se esforçou que chegue mas sem a contrariar (o que seria considerado uma enorme falta de respeito!!) e sem a desmentir! Não é nada fácil.....
Lá para o jantar fomos ter com a Violetta ao Kazimierz para dar uma última dentada de despedida nas zapiekankas e depois fomos para um bar beber uns copos... de chá :P
Esperemos que amanhã corra tudo bem com a Patrícia!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Começam as despedidas

Acordei cedo e fui para a faculdade para falar com a minha orientadora sobre o meu trabalho e para ela me assinar o papelinho que explica o que fiz durante o período Erasmus. Infelizmente (e estranhamente) ela não estava lá quando eu cheguei, esperei e ela chegou apenas umas horas depois. Pedi-lhe para me assinar a folha e tive que ir para o centro ter com o João para deixarmos as nossas folhinhas no gabinete de alunos Erasmus para estarem prontas amanhã! Aproveitámos que estavamos no centro e fomos almoçar a um restaurante a que tinhamos ido logo nos primeiros dias, só que desta vez não pudémos comer lá fora no jardim. Comemos muito bem, num ambiente muito elegante e bastante barato (já para não dizer que o restaurante é mesmo na praça principal). Apesar de já conhecermos os preços, ainda hoje ficamos estupefactos com o preço que pagamos comparativamente com a qualidade!

Depois do almoço voltei para a faculdade...

Quando me despedi da Patrícia aproveitei o facto de estar uma velhota a dar comida aos habitantes do rio e puxei da máquina.
Food for me?!
Corvo-marinho a levantar voo.
No meio da confusão reparei neste patinho muito especial. É uma Piadeira (Anas penelope)
Bela comparação de tamanhos
Quando regressei à faculdade fui então falar com a minha orientadora, ela já não me queria atender porque já era "tardíssimo" (15!...), ainda hoje me faz confusão como é que podem terminar o trabalho no início da tarde! Bom, a conversa não foi feliz, ela acabou por me dizer que vou ter que reescrever a minha discussão do trabalho, o que significa que vou ter com que me entreter na semana de "férias"! Fiquei na faculdade a tentar organizar-me para voltar a reescrever tudo de novo, e só saí para ir jantar...
Encontrei-me com a Patrícia e umas colegas dela por volta das 19h porque tínhamos combinado ir jantar todos e ir a um pub no fim. Eram elas a Paulina, a Anna e a sua irmã Renata. A Anna e a Paulina são ambas alunas de doutoramento e trabalham também com micorrizas. Estivémos ali a falar das realidades do doutoramento, como por exemplo, tu escolhes o que queres fazer para o teu doutoramento mas estás dependente da aprovação do teu orientador porque precisas de dinheiro para a tua investigação e quem to disponibiliza é o orientador e no fim a opinião dele acaba por valer mais que a tua. Falámos sobre o tempo, sobre a língua polaca e portuguesa, sobre os nossos enormes e confusos nomes próprios e foi basicamente isso! Gostámos imenso e só temos pena de não termos feito isto antes mas paciência, se não fizémos foi por algum motivo.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Passeio á pedreira gelada

Hoje foi dia de passeio. Sem grande rumo, decidimos ir almoçar umas calzones que são assim uma espécie de pizza dobrada por si mesmo por isso por fora é só massa e por dentro tem o que uma pizza normal teria. Quando íamos a sair vimos uma igreja que nunca tínhamos visitado apesar de estarmos fartinhos de lá passar e ainda por cima a Violetta já tinha dito que tinha uns vitrais muito bonitos feitos por um senhor importante. Era realmente espetacular porque, ao contrário das nossas igrejas, esta tem imensa côr tanto nos vitrais como nas paredes e no tecto!
Depois apanhámos o tram e umas 4 ou 5 paragens depois, estávamos numa espécie de parque onde sabiamos que havia uma pedreira abandonada que agora estava alagada.

Confesso que não sei se são de javali ou de veado mas haviam várias e é incrível haver isto mesmo no meio da cidade!

A água da pedreira já estava toda gelada e como se podia caminhar por cima, houve quem aproveitasse para escrever ou desenhar coisas.

Mais à frente deparámo-nos com uma cena impressionante! Junto a um buraco feito no gelo estava uma senhora já com uma boa idade a despir-se e a preparar-se para mergulhar. Ficámos lá a ver o espetáculo claro.

Havia bastante neve por aqueles lados

Ao jantar estivémos a falar com o Serhiy e ele contou-nos que na Ucrânia a prática de mergulhar no gelo até é comum e existe um feriado que era algures por volta de 18 de Janeiro onde as pessoas vão de propósito ao rio ou lago para mergulhar no gelo! Ele diz que costuma fazê-lo todos os anos e que nós também devíamos experimentar porque faz bem ao corpo e ao espírito. É bem capaz de ter razão porque aquela velhota que vimos a mergulhar tinha a pele bem lisinha e quando saiu da água vinha toda vermelha, ou seja, provavelmente é a circulação superficial a funcionar a todo o vapor. Por outro lado, só o facto de termos o autocontrolo necessário para mergulhar em água gelada já é algo com que nos deveríamos orgulhar. Segundo o Serhiy, mergulhar em água gelada faz-nos sentir mesmo vivos. Um dia ato uma corda à volta da cintura, dou a outra ponta a alguém que esteja na margem só por motivos de segurança e salto lá para dentro! Se os Ucrânianos fazem isto todos os anos, porque não hei-de eu conseguir também?!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

- O que é que eu ponho no título, Patrícia?

Sem saber se o meu coordenador estaria disponível para me atender na faculdade, fiquei à espera do mail dele que finalmente acabou de chegar! Ía finalmente receber a declaração onde estaria escrita a nota do meu projecto! Quando estava a preparar-me para levantar o rabo da cadeira não é que olho para a esquerda e vejo a minha vizinha de palmo e meio (ela é mesmo baixinha), completamente marada, de roupão e empunhando a pá da vassora enquanto gritava e assustava os pombos que estão na varanda a fazer ninho! Eu claro que me passei e felizmente consegui impedi-la de atirar o ninho e o ovo que lá estava para o lixo. Ao que parece ela não consegue dormir com os pombos a fazerem barulho e claro que lhe disse que isso não era solução nenhuma por isso dei-lhe os tampões dos ouvidos que eu tinha trazido quando nem sabia quem seria o meu colega de quarto. Como ela está bem doente já à imenso tempo, dei-lhe também a minha caixota de Cêgripe.
Com alguma confiança que tinha conseguido fazer-lhe ver a coisa do ponto de vista dos pombos fui para a faculdade.
No gabinete do Mariusz, ele deu-me o dito papel. Pela curiosidade que sentia no momento, li aquilo mesmo à frente dele à procura da nota que acabou por superar muito as minhas expectativas! Ele deu-me 5 na avaliação que fez do meu período aqui! Ora, não parece nada de especial mas passo a explicar. No sistema polaco, as notas vão de 1 a 5 e como me foi dito que apenas fariam uma conversão para o nosso sistema usando uma regra de três simples, parece que vou ficar com 20! A média fica satisfeita e eu também. Agora só espero que haja alguma vantagem nisto tudo!
Despedi-me do Mariusz e da Joanna com muitos sorrisos e um aperto de mão profissional para selar o acordo. Até qualquer dia!
Enquanto a Patrícia tentava incansávelmente acabar os resultados dela, eu vim para casa. Ao chegar vi que o ovo dos pombos tinha desaparecido... Sinceramente prefiro acreditar que foi uma gralha que o levou e que não foi a vizinha embora no fim não faça diferença... Coitados dos pombos mas a vida é mesmo assim! A Patrícia diz que eles estão tristes mas eu não sei... espero que consigam superar este enorme investimento perdido e encontrem um sítio melhor para fazer ninho já que aqui não me parece que tenham grande sorte!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Cossacks!

Hoje era suposto irmos os dois à faculdade para tratar de assuntos variados mas tanto a Patrícia como eu acabámos por ficar com o cú alapado aqui o dia inteiro. Está frio lá fora e há muita inércia envolvida :P

Ao jantar fizémos uns panados com esparguete e enquanto eu aproveitava o impulso momentâneo da minha veia poética para inventar uma carta de motivação quase toda do zero, a Patrícia metia conversa com o Serhiy enquanto cozinhava.
O Serhiy ficou bastante chocado quando soube que nunca tínhamos andado de tobogã! Para ele é isso que todas as crianças fazem todo o Inverno, e são essas as recordações que ele tem da infância dele! Nós não temos tobogã porque não temos neve, mas temos sem dúvida outras coisas!
Conversa puxa conversa, acabei por lhe falar nas fotos que ele tem no Facebook a fazer piruetas e lutas com espadalhões entre o fogo... Apesar de ele já me ter contado que aquilo se passou num Festival em Kiev, só hoje é que ele me disse que é um Cossack! Nunca tinha ouvido falar em Cossacks, e por isso ele aconselhou-me a pesquisar no Wikipédia! =P Parece que os Cossacks ficaram muito conhecidos na História Europeia pela sua coragem, força e capacidades militares, tiveram a sua origem no território que hoje pertence à Ucrânia. Hoje existem algumas associações de Cossacks na Ucrânia e na Rússia e o Serhyi faz parte de uma delas, e por vezes actua no Festival de Kiev, um festival folclórico cujo objectivo é manter e dar a conhecer as tradições ucranianas!
Para quem estiver interessado no festival, aqui fica o link: http://www.krainamriy.com/rozdil50.html
Não consegui encontrar nada realmente impressionante na internet para vos mostrar o que eles fazem realmente nestes festivais, por isso deixo-vos apenas uma imagem: Este género de jogos ou provas de força são usados muitas vezes para impressionar as mulheres amadas ou para pedi-las em casamento! =)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Viena e Budapeste

Quarta-Feira
Não dormimos grande coisa mas entre os solavancos do autocarro, lá chegámos a Viena. Por volta das 5h da manhã já estávamos a sair do autocarro e procurámos um sítio para nos abrigarmos. Seguindo um ou outro passageiro aparentemente mais bem informado, fomos ter à estação do metro. Aí, depois de andarmos às voltas com um mapa enigmático e de perguntar coisas básicas a uma senhora que estava do outro lado da bilheteira (tais como, onde estamos e se isto é uma estação do metro, visto que tínhamos subido um elevador para lá chegar) , comprámos bilhetes para o centro. Quando lá chegámos, vimos o típico cenário das estações de metro, ou seja, sem-abrigos. Todas as cidades com metro têm que os ter e esta não era excepção. Aí ficámos numa pastelaria a comer croissants enquanto esperávamos pelo amanhecer. Quando finalmente ganhámos coragem para ir explorar o mundo exterior, deparámo-nos com algo que não podíamos deixar de vos mostrar:
A Opera Toilete. Foi a prova de que estavamos em Viena!! Lol Esta maravilha anunciava que por apenas 0,60 € podíamos usar o urinol ao som de um pianista a sério que tocava mesmo ali, atrás de nós. Como somos forretas e não tínhamos vontade de nos aliviar, só fotografámos do lado de fora.

video

Demos umas voltas pelo centro da cidade, e assim que o centro de informação turística abriu, fomos fazer aquilo a que já somos peritos, arrebanhar mapas outras coisas boas além de pedir uma ou outra informação geral como, onde raio fica o nosso hotel! Depois de nos instruirmos, decidimos começar o dia pelo tão recomendado Museu de História Natural (foi só o Xico mas não interessa! :P). Chegámos, largámos as nossas tralhas e roupas e fomos ver que surpresas o museu nos reservava.
Começámos por ver o Vivarium que tinha bixesas, obviamente, vivas. Depois metemo-nos por uma das imensas salas do primeiro andar que começavam com minerais, fósseis e por aí adiante, passando para as primeiras civilizações do Homem e depois para os principais grupos animais. No museu havia também uma exposição muito boa sobre o shôr Darwin. Aqui ficam umas quantas fotos: Á minha direita um Allosaurus e à minha esquerda penso que é um Brachiossaurus. Imagens de uma câmara térmica. Como podem ver, a Patrícia tem nariz de cão :P Ca grandas bixos que andavam por aí! Pena que os nossos primos e o frio deram cabo deles! É "só" a maior pernaça que já vi! lol Segundo a legenda, pertenceu a um Ultrassaurus. Apenas um exemplo de uns quadros fantásticos feitos só com conchas.
A Patrícia decidiu entrar no museu com a roupa que estava a usar lá fora. Está cada vez mais frio hoje em dia.
Vitrinas inteiras cheias de pedras preciosas, curiosamente, a maioria vinda do Brasil.
Eu e as rapinas.
Salamandra gigante do Japão, o maior anfíbio actual. Resumindo, adorámos o museu! Foi mesmo espectacular, muitíssimo completo e simplesmente não tinha fim por isso quem lá quiser ir é mesmo aconselhado que dê um dia inteiro para a coisa e tenha também alguma paciência porque a recta final (no nosso caso foi Moluscos e Mamíferos) foi assim meio a correr comparado com o início.
O museu é tão grande que quando saímos já era noite e estava a chover um pouco (deixámos as temperaturas negativas na Polónia). De seguida fomos procurar o nosso hotel, depois jantar e passear mais um pouco pela cidade. Demos de caras com uma pista de patinagem no gelo mesmo em frente a um dos monumentos.
Quinta-feira
Depois de comermos de tudo um pouco no pequeno-almoço a que tínhamos direito, fomos fazer um percurso a pé já que não havia visitas-guiadas que satisfizessem as nossas “exigências”.Fizémos o percurso seguindo um mapa que nos deram no centro de informação turística e que mostrava 13 das principais atracções do centro da cidade. Entre outras coisas, vimos a deusa Atena que está em frente ao parlamento, depois seguimos para a catedral grandalhona que está no centro passando pela Biblioteca Nacional.
Só para provar que estivemos lá! Lá dentro estava a decorrer uma missa mas aquilo era tão gigante que basta pôr uma divisória para impedir que os turistas a perturbassem e assim todos ficavam felizes. Há simplesmente imenso para ver e aqui ficam algumas das fotografias.
A casa do Mozart está transformada num museu queque e como não queríamos entrar, fomos antes a uma loja de máscaras de carnaval onde era proibido fotografar lá dentro por isso a única foto é esta que se segue. Lá dentro vendiam-se todo o tipo de máscaras, roupas, perucas e acessórios, tudo mesmo. Experimentámos umas poucas coisas e só depois seguimos para onde o mapa nos indicava.
Uma das avenidas:
Acreditem ou não, são dois bolos enormes! Isto é a montra da pastelaria!
Vista do centro e da tal catedral enorme Quando passámos em frente à Opera, tivemos uma ideia muito jeitosa que foi abordar um dos vendedores de bilhetes que por lá andam para nos informarmos à cerca das suas ofertas. Depois de ouvir muita publicidade, lá nos decidimos a aceitar o pacote que incluía tanto um jantar “fino” e uma ida a um concerto de música clássica!
Depois do almoço, decidimos ir visitar o palácio de Schönbrunn, residência oficial da família real Austríaca, entre os quais a famosa princesa Sissi! O palácio de Schönbrunn e os seus jardins à volta são algo grandioso! Infelizmente o tempo foi reduzido impediu-nos de visitar os jardins em volta, ficámo-nos pelo interior do palácio. Infelizmente era proibido tirar fotos, e por isso não vos podemos mostrar os interiores inexplicáveis! Voltámos ao centro da cidade para tentarmos cumprir o objectivo: ver todas as atracções do “percurso aconselhado”! Infelizmente ficou (apenas) um para trás, e além desse, é claro, muitos outros importantes pontos turísticos tiveram que ficar para uma próxima visita à cidade da música! E como cidade da música que é, é quase obrigatório ir a um concerto para ouvir alguns clássicos de Mozart e de Strauss.
A estátua de Johann Sebastian Strauss, no jardim do Palácio de Kursalon
Assim foi, jantámos no palácio Kursalon onde viveu Johann Sebastian Strauss. Era tudo extremamente elegante, excepto nós!! =D Fomos com as botas sujas de neve como de costume! A comida apesar de pouca (restaurantes finos...) era muito boa, e depois do jantar fomos assistir ao espectáculo no andar de cima!
A sala tinha uma acústica óptima, e o espectáculo foi completo! Consistiu em músicas muito famosas de Strauss e Mozart, por vezes acompanhadas por bailarinos e cantores de opera. Gostámos muito, nunca tínhamos assistido a nada daquilo, e foi um momento único! Infelizmente a cassete da máquina de filmar (sim, ainda se usa disso!!) acabou quando estávamos a filmar... E não há muitas imagens do ballet. Durante o espectáculo também houve opereta! Foi muito divertido e valeu mesmo muito a pena!
Penso que para apenas 2 dias aproveitamos muito bem!
Sexta-feira
Acordámos cedo porque tínhamos um autocarro para apanhar! Adeus Viena, mas havemos de voltar! O autocarro é de uma companhia húngara chamada Orange-Ways, e deixou-nos bastante admirados! Por instantes parecía que estávamos a viajar num avião, com direito a hospedeira fardada, cafézinho (ou chocolate quente) e a instruções de segurança e utilização em húngaro e inglês! Ainda nos foram oferecidos fones para podermos ouvir rádio e ver os filmes que passavam nos ecrãs... Enfim, muito moderno e acreditem ou não, tudo isto por 7,30€ !!
Chegámos a Budapeste por volta da hora do almoço, por isso a primeira coisa a fazer foi almoçar (encontrámos um sítio bestial nem sabemos bem como! Muito barato e muito bom! Além disso fazia publicidade a umas visitas guiadas gratuitas à cidade, tudo de bom!), a segunda, foi procurar o centro de informação turística, que como estava muito bem escondido foi difícil encontrar.
A primeira impressão da cidade não foi a melhor, o metro é muito velho e sujo, tem muitos pedintes e pessoas a dormir no chão. Isto para quem acaba de chegar de Viena é um pouco traumático, contudo o trauma passou. Budapeste também tem coisas muito bonitas para se ver, mas achámos diferente das outras cidades, por exemplo o centro da cidade não está repleto de monumentos nem estátuas enormes. Digamos que o centro da cidade não tem grande coisa para se ver, temos que procurar o que ver e saber o que procurar!
O metro do tempo da revolução industrial em Budapeste Sábado
O dia não podia ter começado melhor!! Para quem não sabe Budapeste é conhecida pelas suas fontes de águas termais e medicinais, e por isso tem muitos Spas espalhados pela cidade!
Escolhemos a maior, mais antiga e famosa estância termal, tem muitas piscinas interiores e 3 exteriores, e a temperatura e composição da água varia. Não fazíamos ideia qual era a “função” de cada piscina, mas experimentámos tudo a que tivémos direito! Claro que a preferida é a exterior, água a 38ºC com neve mesmo ao lado, aqui fica uma dica para quem estiver a pensar ir a Budapeste!
Infelizmente tivémos que sair das piscinas, porque há mais para ver em Budapeste e havia uma visita guiada gratuita (à base de gorjetas) à cidade às 11h! Quando chegámos ao local já lá estava o guia e duas espanholas. O Ádám (o nosso guia) começou por apresentar-nos a Ópera de Budapeste e por contar-nos um pouco da história de Budapeste e da Hungria, levou-nos aos locais de património mundial da humanidade da UNESCO para podermos fotografar!
Esta é a Ópera de Budapeste. Numa altura em que a cidade tinha falta de dinheiro, o rei (ou será imperador ?) ajudou a financiar a construção desta Ópera mas com uma condição. Não podia ser maior que a sua querida Ópera de Viena. Então muito contrariado, o arquitecto encarregue tentou arranjar uma maneira de agradar tanto ao rei como ao povo que queria que esta fosse a melhor Ópera do mundo. A solução foi fazê-la mais pequena que a de Viena mas por dentro a decoração é bem mais bonita.
Esta é um dos muitos cafés que surgiram numa altura crucial da história de Budapeste. Aqui a decoração era tão rica e como estavam abertos a toda a gente que qualquer cliente se sentia rico e importante.
Este era o segundo andar de um centro comercial! O nosso guia apontava para os candelabros.
O Ádám também aproveitou para falar na língua hungara que afirmava ser das mais difícieis do mundo (para ele, era quase sempre o "mais/maior/primeiro do mundo :P) Mas então, ele pronunciou as primeiras frases a tal velocidade que nem sei bem o que parecia e para rematar no final, mostrou essa linda palavra que aí está! Sim, é só uma palavra e ao que parece tinha a ver com couves!
O metro mais antigo da Europa continental, pois é! Faz um barulho infernal lá dentro! O barulho é mesmo estupidamente alto! Mas não estamos a falar do barulho dele a andar porque esse é bem tolerado! O que incomoda são os altifalantes que berram nas orelhas dos passageiros a próxima paragem e o alarme militar que avisa que a porta vai fechar. É simplesmente de dar em doidos e a certa altura uma pessoa já fica nervosa por saber que a seguir às portas de abrirem vem o alarme! Muito ao jeito do cão de Pavlov! Felizmente que também como no cão, ao fim de umas poucas viagens neste metro, já nem ligava nenhuma à porcaria do alarme lol.
Tivémos sorte, pois durante a nossa visita ao castelo estava a haver uma feira tradicional do porco húngaro (que é muito peludo, ao contrário do nosso porco, chegando ao ponto de se parecer com uma ovelha!). O Ádám orgulhava-se imenso dos seus porcos húngaros e repetiu várias vezes que era melhor que os porcos ocidentais porque vivia no campo e não tinha tanta gordura e tinha mais pêlo, etc...
Na feira havia comida tradicional e música tradicional, o pacote completo! Ainda no castelo deparámo-nos com uma estátua bem bonita do “Anonymus”. Este Anonymus é um autor que escreveu muitas coisas importantes sobre a história da Húngria, mas cujo nome e identidade ninguém conhece, e por isso deram-lhe o nome de Anonymus. Ainda hoje livros da história deste país são baseados nas obras deste autor! E como, segundo a tradição, quem tocar na sua caneta fica dotado para as artes da escrita, tivemos que tocar também. Mas suspeito que não surtirá grande efeito! =P
Na feira havia comida tradicional e música tradicional, o pacote completo!
Continuámos a nossa visita pela Praça dos Heróis, com os governantes mais importantes da Húngria desde o seu fundador! Aqui fica a foto que o Ádám fez questão de nos tirar:
Esta visita durou 3 horas, e logo a seguir, sem intervalos, fomos à próxima visita guiada, desta vez com muito mais gente, e por isso teve que ser feita por dois guias, a Orsi e o Ádám. Nesta visita mostraram-nos um pouco do lado de Peste, a ponte de correntes e o lado de Buda com o seu castelo.
A ponte de correntes tem origem numa história muito interessante, um homem muito rico que vivia em Buda às portas da morte mandou chamar o seu filho (que estava em Peste). Este tentou chegar a Buda sem sucesso, pois o rio estava cheio de placas de gelo, por isso não podia atravessá-lo de barco nem a cavalo. Teve que esperar duas semanas até poder atravessar o rio, e não chegou a tempo de voltar a ver o pai com vida. Assim sendo, decidiu que o seu objectivo de vida seria construir uma ponte sobre o Danúbio que unisse Buda e Peste antes de morrer. Como era muito rico percorreu a Europa para descobrir o arquitecto que conseguisse fazer a ponte, e descobriu numa terra inglesa uma pequena ponte e pensou “É isto que eu quero, mas 10 vezes maior!”. Assim foi, descobriu o autor dessa ponte e mandou fazer a primeira ponte que liga Buda a Peste, a ponte de correntes.
O Palácio de Buda nunca foi um verdadeiro palácio, visto que nunca serviu como residência oficial, por isso hoje em dia não se visita o palácio em si, mas sim o museu de artes. Este palácio por dentro tem um aspecto extremamente moderno, visto que foi mandado reconstruír pelos soviéticos, e por isso só o aspecto exterior aparenta ser de um palácio mais antigo.
Seguidamente passamos pela residência oficial do Presidente da Húngria, e depois fomos à Igreja de São Mateus e ao famoso Bastião dos Pescadores. Uma construção bastante bonita. Quando a segunda visita terminou já era noite, e por isso voltámos para o centro da cidade para procurar refúgio para descansar e comer. O regresso não foi o que estávamos à espera, mas foi sem dúvida divertido! Havia tanta neve no caminho que já não se via as escadas, e estava tudo perigosamente escorregadio! A solução que houve para descê-las foi fazendo sku!!
Nevou imenso, e regressámos ao local onde almoçámos no primeiro dia (bom e barato!) por falta de opções, visto que em Budapeste é uma dor de cabeça encontrar sítio para comer a partir das 18h30! Depois voltámos para o hotel enfrentando a neve incessante.
Domingo
Acordando cedinho como convém, agarrámos no saquito com pequeno-almoço que nos foi dado na recepção e rumámos em direcção ao metro para depois irmos para a paragem de autocarros. Quando lá chegámos stressámos um pouco porque não encontrávamos o nosso autocarro e felizmente que perguntámos a um senhor que por lá passava onde raio é que estava no nosso autocarro! Ele indicou-nos mal ou bem que ele estaria fora da estação por isso voámos até lá e tudo correu bem! A viagem durou umas 6h mas fez-se bem. Passaram 3 filmes mais ou menos bons por isso deu para entreter nas pausas do sono. A única vez que deu para esticar as pernas foi numa estação de serviço na Eslováquia e aí reparámos que podiam haver coisas muito estranhas nas palavras (por exemplo Ý) mas Polícia escrevia-se exactamente como em português! Já em Cracóvia fomos petiscar ao centro comercial Galeria e depois ficámos muito resumidamente, todo o santo dia a preparar este post! Esperamos mil comentários em troca! :P