sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Adivinhem... continua frio

De manhã estava sol e a Patrícia foi para as micorrizas enquanto eu fiquei à volta com os sonogramas. Como comecei a fazer medições nos sonogramas desde o início, quando tinha pouca experiência (não que agora tenha muito mais, atenção!), fazia as coisas de uma forma diferente que as que faço agora e por isso tive que refazer muito do que já estava feito. Depois fui ter com a Patrícia à Universidade onde almoçámos as sandochas de omelete e fiambre que tinhamos feito na véspera. Após isto foi cada um para o seu "posto de trabalho". No gabinete da Joanna disse as duvidas que tinha em tudo aquilo e ela coitada não me soube responder a quase nada porque nunca trabalhou com vocalizações de melro que são absurdamente diferentes das dos zebra finches. O pior é que não é só ela que não sabe como parece que ninguém ali sabe o que fazer com elas e parece que num jeito de vamos lá ver no que isto dá, deram-me as vacalizações para as mãos, mas sem grandes esperanças que eu tire algumas conclusões interessantes. Isto mais o facto de ter acabado de abrir um ficheiro de vocalizações mesmo ranhoso, cheio de ruído, deixou-me desmotivado e sem vontade de continuar... Felizmente que o facto de toda a gente estar a duvidar de mim só me deu mais vontade de os lixar a todos e conseguir fazer o trabalho depressa e bem! Vou sacar toda a informação que for possível sacar daquela barulheira vão ver!!!
Miejsce Polska
Em Cracóvia existem estes quiosques que vendem absolutamente de TUDO! Estávamos à espera que eu fotografasse a versão que só vende comida mas pronto, fica aqui uma das versões e vocês imaginem o resto! Como é óbvio, lá dentro está alguém a vender os produtos e mal se vê a pessoa. Deve ser bem claustrofóbico!
Pensamento do Dia:
A cozinha é o local perfeito para conhecer pessoas!
Então e que estás aqui a fazer? Estudas o quê?
És de onde?
Já cá estives-te na Polónia?
Como te chamas?
Nem imaginam as vezes que já repetimos ou ouvimos essas perguntas!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Vamos aprender polaco!

Observei micorrizas pela manhã. Sim, passei a manhã a observar e identificar micorrizas, e é bom que me habitue a elas, pois isto promete continuar por algum tempo! Almoçamos na faculdade, e para dizer a verdade, a única parte interessante do dia resumiu-se à nossa primeira "aula" de polaco. Digo "aula" porque não foi uma aula a sério, foi apenas uma aula de apresentação (apresentação... Hum, a professora dizia o nosso nome com pronúncia polaca e nós levantavamos o braço para dizer de que país somos, nada mais!) e para a escolha do horário. Foi difícil escolher um horário! Todos os nossos colegas tinham horários opostos, quando todos podiam, havia sempre um que tinha uma aula algures! Quer dizer, a verdade é que os espanhóis da nossa turma querem borga à noite, e de manhã não querem aulas, por isso o horário que temos ficou uma bela desgraça, e estamos seriamente a pensar mudar de turma caso o horário se mantenha assim!

Outro motivo para mudar de turma que a Patrícia não disse é que realmente a nossa turma tinha uma taxa muito elevada de espanhóis, o que não tem nada de mal obviamente! A coisa é que espanhois é quase como se fossem portugueses, sabe muito a casa e nós queríamos era conhecer malta completamente diferente tipo Noruegueses ou Japoneses! Sei lá, malta realmente diferente! Por isso era muito fixe se conseguissemos uma turma como a que queremos!

Já o meu dia resumiu-se a tentar decifrar vocalizações especialmente curiosas porque começavam sempre com um macho a cantar e logo a seguir outro macho começava a cantar por cima dele. Resultado: Uma trapalhada de formas no sonograma mas não deixa de ser interessante observar uma forma de territorialidade só através de registo de vocalizações! Eu tenho determinado o song rate através de nº de canções por minuto mas vou aceitar uma dica da Joanna que é para usar em vez disso, segundos de canção em cada minuto. Podem parecer quase iguais mas a verdade é que no meu método tanto faz se as canções são longas ou curtas e no dela temos uma ideia do tamanho da canção, que quando grande, será preferido pelas fêmeas, essas criaturinhas que orientam a Evolução!

Entretanto viémos para casa porque a Patrícia encontrou o nosso antigo vizinho, o "senhor do curdistão" , nos corredores da Universidade e combinou com ele encontrarmo-nos todos aqui na residência. Então viémos para a residência de propósito para nos encontrarmos com ele às 17h e ele acabou por nos deixar pendurados!

Na hora de fazer o jantar reencontrámo-nos com o Taras, o Ucraniano super simpático que cozinha muito bem, imensa comida saudável e conhecemos o Sergei, um russo que está cá a estudar história. Ele parece que só vai poder estar na Polónia 3 meses por causa de um visto que é preciso adquirir no final desse período e que ele não deve arranjar. Entretanto há-de ir a Varsóvia, a capital, antes de voltar para casa. Outra coisa que ficámos a saber foi que os Ucranianos aprendem todos a falar russo por isso o Taras não teve problemas em meter conversa com o Sergei enquanto nós tratávamos do nosso esparguete à bolonhesa!

Miejsce Polska

Ora nos Tram polacos não se pode andar de patins, fumar, tocar trompete, comer gelado, comer hamburgueres com refrigerantes e não podem andar cães sem açaime.

Pensamento do Dia: Afinal há uma vantagem em trabalhar todo o dia ao microscópio! Podemos adormecer sem ninguém se aperceber! Os olhos fechados encostados à ocular dão apoio à cabeça, é do melhor! Qualquer bom biólogo deveria ter a sua sesta ao microscópio! =D

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Tá a Nevar!!! Tá tudo branco!!

Pois é, tanto previram que acertaram e hoje nevou todo o dia!
Saímos de casa todos equipados com luvas, cachecol e gorro e fomos em direcção ao centro onde julgávamos que ía haver um encontro com a nossa turma de aulas de polaco onde iríamos escolher o horário mas tal não aconteceu porque quando lá chegámos só estava uma lista com nomes e turmas pregada a um placar, rodeada de malta erasmus de todas as formas e feitios. Aí encontrámos o Christian, o nosso amigo alemão que conhecemos na fila para pedir os cartões da Universidade. Na confusão para ver em que turma tinhamos ficado, acabámos por perdê-lo mas ao menos sabemos que amanhã teremos que voltar ao mesmo edifício para (agora sim) escolher os nossos horários.
Depois fomos pagar o curso de polaco e de seguida fomos ao Jubilat, um supermercado que fica convenientemente a caminho de casa.
No Jubilat compramos coisinhas boas para fazer o jantar que foi uma bela tentativa de wok (que na nossa opinião correu bastante bem!)

Aqui fica um video que fizémos, espero que gostem :

Miejsce Polska

O quê?! Não me digam que não é igual!!

Mas agora a sério... aquilo é um balão que só raramente sobrevoa o céu de Cracóvia (raramente porque precisa de boas condições climáticas velocidade do vento até certo valor, etc) Nós ainda não tivémos oportunidade de ir voar nele mas um dia, se estiver bom tempo, podem crer que vamos!

Pensamento do Dia:

Fomos as únicas pessoas em Cracóvia que ficaram felizes por ver neve.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Estamos sem ideias para a porcaria do título lol

O dia passou-se e não fiz nada de jeito! Fui de manhã para a faculdade porque apesar do microscópio ainda não estar apto para trabalhar, a minha orientadora pediu-me para lá ir, para poder falar comigo! E eu fui! Quando lá cheguei ela estava também a mudar-se (que espanto!), vai para um novo gabinete e estava a desarrumar tudo, pediu-me ajuda a desarrumar, transportar e arrumar os livros dela no novo gabinete, e foi assim que passei uma manhã animada! Depois disto ela dispensou-me, não tirei as minhas dúvidas nem ela falou comigo... Enfim! Voltei para casa, almoçamos e passamos o dia a não fazer nada de jeito! Está imenso frio lá fora, e por isso não saímos, ficamos em casa! O dia estava a correr desta forma sem graça, até à hora de jantar. Fomos para a cozinha fazer o nosso rico jantar, e lá conhecemos o Tamas, um simpático ucraniano que estava a cozinhar um verdadeiro manjar dos deuses! Diz algumas palavras em português, estuda estudos europeus e pratica desporto de alta competição (lançamento do dardo), daí a comida pois parecia que estava a cozinhar para 3 pessoas, mas era tudo para ele! Estávamos nós ainda à espera que as nossas batatas fritassem quando entra uma moça pela cozinha dentro e fica muito espantada ao ouvir-nos falar um com o outro. Perguntou-nos se eramos portugueses (em português), ao início pensavamos que era espanhola, depois portuguesa com uma pronúncia esquisita. Por fim, ela apresentou-se, chama-se Dorota e está a estudar português na faculdade, está no 5º ano! Esteve o ano passado a fazer Erasmus em Coimbra! Foi muito simpática e deu-nos o nº do quarto dela, caso precisássemos de ajuda para alguma coisa. Temos tido muita sorte! J Ao contrário da Patrícia eu estive a trabalhar e passei ainda umas horitas só a assinalar vocalizações de um macho em especial que odeio profundamente. Só nos 20 minutos que dura a gravação contei 208 canções que me pareciam todas diferentes com a excepção de um ou outro elemento mais invulgar que era fácil relembrar!
Miejsce Polska
Esta coisa que a mim me pareceu uma granada anti-pessoal e à Patrícia pareceu pãezinhos quentes (é mesmo menina) é na verdade um queijo muito especial que é feito nas Montanhas Tatra. Este queijo, de nome Oscypek é um queijo de cabra que tradicionalmente é fumado numa casinha de madeira edificada nas montanhas. Demora muito tempo a fazer um queijinho destes e como já provámos aqui fica a nossa impressão: É uma mistura de chouriço com queijo assim salgadinho por isso nem parece que se está a comer queijo mas é uma combinação que liga bastante bem! (a fotografia não foi tirada por mim) Pensamento do dia: Dizem que amanhã vai nevar!!! Se isto for verdade podem crer que haverá fotografias e/ou video do acontecimento.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Vida no Campus

O mistério do microscópio está resolvido! Como eu pensava, estão a fazer mudanças e ninguém se lembrou de me avisar! Está tudo em mudanças, os próprios gabinetes estão em mudanças! Hoje fui para um gabinete novo, mas em vez de partilhá-lo com uma pessoa e ter uma grande secretária só para mim, como no primeiro, agora partilho o gabinete com mais 3 colegas de mestrado (somos 4 no total!) quando só temos 3 cadeiras e 3 secretárias (só para verem o cúmulo, uma delas hoje teve que se sentar no chão porque estavam as cadeiras todas ocupadas, enfim!).
O microscópio, esse, não o voltei a ver, mas já tenho a chave do laboratório onde ele está instalado, só vai estar pronto a ser usado na quinta-feira, por isso até lá vou ter que ficar a ler livros sobre micorrizas, papers sobre micorrizas... Na quinta-feira passada a minha orientadora disse que eu teria que ir assistir a uma aula dela hoje porque ela iria falar de micorrizas arbusculares, e eu fui! Claro que a aula foi dada toda em polaco (se bem que eu não estava à espera de tal coisa, porque ela sabe perfeitamente que eu não sei dizer nada em polaco!!), quando eu estava a chegar à aula, ela vinha a sair de rompante (à minha procura, imaginem! Não fosse eu faltar!), e eu cheguei a horas, imaginem se me tivesse atrasado!... Resumo da aula: não apanhei uma! Grande surpresa, digam lá! J Foi 1h30 de tempo perdido, e o pior é que fechei os olhos à frente dela várias vezes (ninguém aguenta!)
Já eu estive no gabinete da Joanna a ver os reportórios das canções de mais machos de melro. O primeiro macho que vi era muito fraquinho, tadito. Só repetia uma mesma canção e raramente se lembrava que sabia outra. Já o segundo macho tinha imensos truques na manga mas não arriscava nas notas mais difíceis. Por ultimo estava o terceiro macho que cantava tanta coisa absurdamente complexa que ainda não acabei de registar o reportório todo de sons que ele sabe cantar! Um pormenor que achei muito curioso e que desconhecia por completo é que os cânticos das aves de uma região são próprios dessa região e por isso existem dialectos cantados pelas populações que habitam esses locais. Por exemplo, uma população de melros da floresta da Polónia não canta o mesmo que os melros da floresta da Eslováquia!
Miejsce Polska

Sim este simpático cãozinho ou conseguiu passar despercebido e entrou com a dona ou então é perfeitamente legal por estas paragens. Seja como fôr nunca tínhamos visto um cão nos autocarros de cá.

E já agora, por mais frio e chuva que esteja, os cães são polacos na mesma, não usam nada para os proteger da chuva. Não é como os nossos que andam ali todos aflitos com os casaquinhos e botinhas!

Pensamento do Dia:

Afinal a Húngara não tem gripe A.

Ela simplesmente é uma fumadora que tosse que nem um animal quando está sozinha no quarto. Como agora ela está sempre sozinha no quarto, somos banhados com umas vocalizações nojentas dela a desfazer-se toda.

PS: Ela está cada vez pior!

Polacos que falam português

Hoje foi dia de passeio! A ideia era passarmos a manhã no jardim botânico e a Wioleta ia lá ter connosco às 12h (porque não se podia encontrar connosco de manhã). Contudo quando descobrimos onde era o jardim botânico ela já estava à porta à nossa espera! Tudo bem que acordámos um bocado tarde, mas não tinhamos noção de que já era meio-dia! Enfim, entrámos os 3, passeámos pelo jardim apesar de alguns chuviscos, e apresentámos-lhe o fabuloso mundo vegetal e animal (ou uma ínfima parte dele!). Parece que ela gostou das nossas explicações e nós também ficámos satisfeitos com o passeio e com a companhia dela! Ficam aqui algumas fotografias:
Depois saímos para almoçar, ela levou-nos a um simpático restaurante vegetariano barato, onde se come bem e temos desconto de estudante (já para não dizer que fica perto do centro!). Gostámos do ambiente, da comida e do preço, havemos de lá voltar! Após o almoço, ela levou-nos a conhecer alguns colegas do curso dela (que também sabem falar português), infelizmente (ou felizmente, depende da perspectiva), só a Kasia se apresentou no local combinado, alguns dos outros colegas delas não puderam vir porque foram para casa por ser fim-de-semana (nem todos são de Cracóvia, apesar de estudarem cá). A Kasia só estuda português à 2 anos (a Wioleta estuda à 3) e apesar de estar envergonhada e falar um português “espanholado” (esteve de férias em Espanha este ano, é compreensível!), pusémo-la à vontade. Esperemos que tenha gostado de nós! Então ela e a Wioleta fizeram-nos uma visita guiada por outra zona da cidade que acabou num bar com um nome engraçado. Pouco depois, apareceu o Tomek, um colega delas, também do 2º ano. Ficamos lá algum tempo a falar português e a tomar chocolate quente. Explicamos-lhes o que era a “praxe” e o que são “caloiros” (cá não há praxe!!! Eles ficaram muito surpreendidos!) e foi mais ou menos isto! Eles claro, também nos deram algumas dicas de polaco, mas podem crer que só gravado é que vocês iriam acreditar! Assim que pudermos fazemos um filme com as nossas tentativas de falar polaco... E vão ver como é “divertido”! Bom, ficamos muito contentes por conhecer pessoas novas, e principalmente por serem pessoas fixes! Esperemos ajudá-los como pudermos com o português, e eles claro, com o polaco! Ah, é verdade! Entretanto o Tomek perguntou-nos sobre bons filmes portugueses (porque ele só conhece filmes brasileiros) e música portuguesa sem ser fado, se tiverem sugestões podem colocar nos comentários, porque ele já conhece o nosso famoso blog! Miejsce Polska
Como podem reparar, o nosso espaço polaco mudou de nome! Pois é, podemos agradecer ao Tomek que nos corrigiu! Odstep significa espaço entre coisas ou entre palavras, e não espaço como lugar que era a tradução de pretendiamos de “Espaço Polónia”, parece que a palavra correcta neste contexto é Miejsce e não Odstep. Obrigado Tomek! Agora, voltando ao Miejsce Polska, gostavamos de partilhar convosco uma coisa: os polacos levam as alcunhas muito a sério! Só para terem uma noção, o Tomek chama-se Tomasz, mas as alcunhas são levadas tão a sério que ele se apresenta como Tomek! Outro exemplo engraçado é a alcunha da Wioleta, que é Wiola (ou Viola, escrito em português), o mais engraçado é que Viola é o nome científico para o género das Violetas, não é giro? Pensamento do dia:
A Wioleta contou-nos que uma vez, quando estavam só -28ºC e ela saíu à rua, sempre que piscava os olhos, eles colavam um bocado porque tudo congelava instantaneamente. Queremos experienciar o mesmo que ela. Sim, somos malucos.

sábado, 10 de outubro de 2009

Cores de Outono

Como hoje o dia foi fraco em termos de diário, deixamos aqui os nossos sentimentos.
Tínhamos vindo de Bruxelas, da casa da minha irmã, de um ambiente acolhedor e onde se falava português em casa e na rua reinava o françês, para um ambiente hostil onde tudo parecia ilegível e ninguém nos ajudaria caso necessitássemos. Parecia mesmo que se algo corresse mal estaríamos por nossa conta. A pousada era estranha, o quarto pequeno, não sabíamos o que havia lá fora. Era como um mundo novo por descobrir, algo semelhante ao que os colonos devem ter sentido mas muito menos intenso tenho a certeza.
Sempre que andávamos de autocarro era como se estivéssemos a ser raptados contra a nossa vontade. Como se não soubéssemos para onde nos levavam e por isso não parávamos de olhar pela janela como se tentássemos decorar o caminho de regresso, caso tivéssemos que o percorrer a pé.
Sentia-me diferente e especial por estar no meio de tanta gente. Como se transportasse um segredo ou como se fosse um agente secreto que não fala o mesmo que eles e venho de longe. Por um lado sentia-me bem por ser diferente e por outro lado apetecia-me ser igual a eles, para não me destacar e para me acolherem como um deles embora isso nunca aconteça. Eles são loiros, têm olhos claros e são mais altos. Vê-se logo que não sou daqui!
O tempo foi passando, eu fui-me sentido cada vez mais à vontade e o quarto que era pequeno agora é a nossa Casa.
É engraçado sentirmos ainda hoje que pertencemos a outra "tribo" que não a do povo polaco! Somos baixos, cabelo e olhos castanhos, e o Pio ainda por cima tem uma pele morena. Ainda sentimos que quando vamos no autocarro as pessoas ficam a olhar para nós quase como se fossemos uns ET’s, principalmente quando abrimos a boca para falar! Além do mais, o facto de estarmos todos encasacados enquanto eles andam de t-shirt ou abrir um chapéu de chuva quando começa a chover (algo não muito comum por aqui, pelos vistos!) e sermos rapidamente olhados de lado faz-nos sentirmo-nos esquisitos. Para concluir, tenho ainda a dizer que as pegas nos autocarros estão feitas para a altura média dos polacos (como é óbvio) e por isso temos que estar quase pendurados nelas, o que nos faz pensar que não era suposto estarmos aqui!